Com este estágio, além de poder estudar inglês e praticar todos os dias com os professores, estava começando a ficar fluente. Era tudo que eu queria, ter um segundo idioma que pudesse melhorar meu currículo.
Mas voltando à faculdade, toda sexta-feira, na última aula eu tinha aulas de inglês. Já havia fechado os primeiro e segundo bimestres com nota 10, e bastava mais um 10 para atingir o mínimo e fechar a matéria.
Eis que inicia o terceiro trimestre e fico sabendo que tínhamos uma nova professora de inglês na faculdade. Poxa, sexta-feira era dia de ir com a turma para o bar próximo da faculdade e aproveitar outras coisas que não a aula.
Passa uma sexta, passa duas, passa três... e como as aulas eram uma vez por semana, achei prudente comparecer para não reprovar por faltas. E assim fui assistir minha primeira aula de inglês na faculdade com a nova professora, que eu só sabia ser uma japonesa baixinha.
![]() |
| Ai ai Titia! Mais um relato de Henrique Carvalho! Ai ai! |
Entro na sala e vejo ela quase vazia, já que éramos quase 80 alunos. Haviam 3 pequenos grupos de no máximo 5 pessoas cada, e me aproximo do que está mais próximo da entrada.
Ao chegar perto deles, ainda em pé, pergunto, com a mão esquerda puxando o olho imitando um oriental e com a mão direita fazendo um gestual como se caracterizasse uma pessoa de baixa estatura: “Cadê a... a.... a.... aaaaaaaaaaaa.....!”.
Ela estava sentada ao meu lado! Uma das situações mais constrangedoras da minha vida, que foi muito melhorada com a gargalhada do grupo que testemunhou meu momento “agora fu....”.
A professora olha nos meus olhos, estende a mão e diz “Muito prazer: Neusa!”. Pensei imediatamente da piada mais infame que poderia me ocorrer naquele momento, quando ela completou antes mesmo que eu pudesse concluir meu raciocínio “Neusa! E não Japoneusa!”.
As gargalhadas aumentaram. Eu, sem exitar, fiz a única coisa que poderia fazer. Olhei nos olhos dela e falei “Professora! Não vou tentar consertar esta situação porque posso acabar piorando. Então só me resta pedir desculpas e prometer nunca mais fazer isso!”. Ela perguntou meu nome, marcou em um caderno e pediu que me juntasse à turma para fazermos os trabalhos da aula.
Curiosamente depois do ocorrido, ela nunca mais se esqueceu do meu nome. Eu tirei nota 10 no bimestre e fechei a matéria faltando ainda um bimestre, mas o principal foi que aprendi minha lição: nunca tente consertar uma situação que você já está f... mesmo, porque se tudo piorar, as testemunhas podem se divertir as suas custas.









